sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Minha gripe e a morte!

Moscas. Sim, muitas moscas. Depois de dias vão me encontrar com várias moscas em volta. Nojo. Eu sei que nós não escolhemos como morremos ( a menos se cometemos suicídio) e se fosse pra eu escolher um jeito de morrer seria dormindo. Sem nenhuma dor. Quem sabe sonhando? Mas existe uma coisa chamada Lei de Murph, e, apesar de cética em alguns assuntos, eu acredito fielmente nessa lei.

Com certeza, como eu quero morrer de um jeito, eu vou morrer de um jeito totalmente diferente, talvez o jeito que eu mais odiasse; conclusão: vou morrer de gripe. Não tem nada que eu odeie mais que gripe (ta, to mentindo, mas faz-de-conta que não tem). Cara, eu fico tossindo, com o nariz escorrendo, falta de ar, e ainda por cima, irritando as pessoas a minha volta. Às vezes eu nem to irritando as pessoas, mas eu fico irritada com a possibilidade de estar irritando. Isso me irrita!

O pior de tudo é que dessa vez não foi gripe, foi sinusite (ja é mais chique, né?). Ta, sinusite, normal, ja tive. Fico com aquela região na bochecha e em cima do olhos doendo, e quando pressiona, dói mais. Mas, peraí. Ta doendo só o meu olho. E quando eu pressiono os lugares que era pra doer, não dói. Descobri que era sinusite porque minha mamãe me levou no pronto socorrro (infantil, detalhe importante!) e eu tirei raio x do rosto. Minha sinusite é forte o suficiente para eu estar tomando azitromicina (antibiótico), mas não é forte o suficiente pra me doer o rosto? Vai entender. Uma coisa eu entendo bem: vou morrer de gripe.

Ta, eu sei que é meio mórbido falar de morte. Mas por que é meio mórbido? A morte é uma coisa tão comum. Acho que quando o homem foi sendo domado pela sociedade ele começou a temer algo que conhecia muito bem. E com esse medo todo começou a achar que não conhece, que a morte é algo incompreensivel. A morte em si é muito simples, o que ocorre (ou não) depois dela que é complicado. É claro que ela não deve ser banalizada, mas são fatos: a morte é simples, clara, e extremamente comum. Comum ao ponto de que nós deveríamos estar habituados com ela.

A algum tempo atrás eu tive essa conclusao: o homem foi domesticado pela sociedade. Sociedade capitalista? Sociedade burguesa? Não, pela sociedade em si. Pelas interações entre as pessoas. Pelas relações de poder. E uma das coisas que essa domesticação fez foi nos desacostumar com a morte. Quando não existiam cidades, e nós vivíamos de uma forma mais natural, era muito comum ver coisas morrendo. Pra comer nós tínhamos que caçar e tudo mais. Hoje em dia nós vamos num açougue, compramos uma picanha e nem nos preocupamos em pensar que um animal morreu para comprarmos aquela picanha. Não sou vegetariana, só estou mostrando que nós vemos a morte por todo o lado, mas não a identificamos. A morte não é algo assim chocante, é algo extremamente natural.

Eu desviei um pouco (muito!) do assunto. O fato é que a morte pode vir de várias formas, acompanhada ou não, e para mim virá na forma de uma gripe, porque não tem nada que eu odeie mais que gripe.

4 comentários:

Unknown disse...

Isso me lembra um livro, a parte da morte, não a parte da gripe, a gripe me lembra benzetacil, novalgina, rolos de papel higiênico e coisas do gênero, mas o livro falava sobre uma sociedade que preparava as pessoas desde criança para lidarem com a morte como algo "simples assim"...pootz não lembro o nome do livro...

é isso téee mais!

Anônimo disse...

pode cre ;) ahahhaha

Unknown disse...

Sabia que antigamente as pessoas acreditavam que quando vc espirra vc poderia espirrar tds os seus orgãos fora e morrer, ou que quando vc espirra vc está jogando os espiritos maus para fora de você...hehehehe

Gabriela Angeli disse...

Nina, tudo ??

Deixei um comentário hoje para dizer que queremos textinhos novos! rs

Gosto do seu estilo de escrever e
de passar suas ideias! rs

Um beijo, querida!