segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Oscar Wilde

Aparentemente meu poder de persuasão não é tão eficaz pelo o que eu pude ver sobre o último post. Haha. Mas eu realmente quero aquele livro. Não lembro quantos anos eu tinha quando eu me deparei pela primeira vez com Oscar Wilde. Eu deveria ter cerca de 15 anos; encontrei em casa um exemplar de O Retrato de Dorian Gray. É mais uma novela do que um romance, deve ter umas 100 páginas, e eu fiquei completamente encantada com a história e todo o significado que ela atribuía.

Há um filme chamado A Liga Extraordinária, onde o personagem Dorian Gray é retratado. Talvez se o senhor Wilde tivesse visto aquele filme ficaria muito satisfeito com o jeito que seu personagem foi construído. Não satisfeito no sentido de ver que ele foi retratado da maneira correta, porque o filme tirou toda a essência que Dorian Gray tinha, detruiu o que Oscar construiu, mas ficaria satisfeito porque ele sabia que era exatamente isso que as pessoas conseguiriam tirar dele. O mais supérfulo possível. Ele via a sociedade de uma forma incrível e muito realista. Não ficaria surpreso de ver que seu personagem nao foi compreeendido. Ele sabia que um grupo seleto conseguiria ver o mundo como ele.

Do jeito que eu falo parece até que eu conhecia ele. Oscar Wilde viveu em outra época, em outro lugar, com outros costumes. Mas eu realmente espero ter compreendido toda a realidade, a sensação, que ele queria passar.

Para realmente conhecer Oscar Wilde é necessário mais do que ler uma obra dele. É preciso mais do que ler sua biografia. É preciso mergulhar nas suas metáforas sem se preocupar se terá fôlego suficiente para voltar à superficie. Uma coisa que facilita isso é saber mais sobre seus pensamentos, ler seus aforismos.

Para mim, Oscar Wilde é um mestre. Pode não ser um mestre de literatura, apesar de sua escrita ser muito refinada, mas um mestre na vida. Não conheço alguém que absorveu melhor o sentido da vida do que ele. Alguém que viveu para ser feliz. E não escreveu fábulas para seus filhos só para os encantarem, as escreveu para mostrá-los o que é a vida e como vivê-la.

Não preciso nem falar que sou uma grande admiradora dele. Outro dia li que ele é o autor inglês mais lido fora do Reino Unido depois de Sheakspere, isso realmente não me impressionou. Sou muito dependente de livros e fico até um pouco deprimida depois que termino alguma história que me envolve em outro nível. Mas por mais que eu fique obcecada por best sellers como Harry Potter e Crepúsculo não consigo me admirar pelos livros e pelos autoros como sou admirada por Oscar Wilde.

Impossível terminar esse post sem uma citação do senhor Wilde; quando perguntaram à ele por que ele tratava a vida com tanta frivolidade ele respondeu: "Porque penso que a vida é uma coisa importante demais para que se possa falar com seriedade".

Um comentário:

laissa_barros disse...

Nina tenho medo de voce super pig ! voce escreve muito bem !acho que daqui uns anos vamos trocar de profissao ahsuashausa
eu lembro que uma vez agente nao tinha nada pra fazer na aula e vc me esmprestou um livro dele com pequenos contos e la tinha um da rosa e do passarinhho lembra?
ate hoje eu lembro !