Eu não sei qual é o problema com a peça Antígona. Pra quem não sabe, é uma tragédia grega escrita por Sófocles. Eu gostei muito dessa peça, mas aparentemente as outras pessoas tem algum problema com ele.
Minha professoura de português da ETECAP falou que o livro se tratava do papel da mulher na sociedade. Ou ela não leu o livro ou leu a muito tempo e não lembra. Um livro que eu gosto muito que se chama Explicando a Filosofia com a Arte falou que Antígona foi escrita por Ésquilo e se tratava de um dilema que a personagem Antígona passa porque seu irmão foi morto e o rei mandou não enterrá-lo, aí ela fica no dilema enterrar ou não enterrar.
Todo mundo sabe que Édipo Rei foi escrito por Sófocles (se não sabe deveria saber) e Antígona é uma continuação de Édipo Rei, Antígona é uma das filhas dele, Ésquilo também escrevia tragédias, mas ele era anterior ao Sófocles, imagina então ele escrever uma continuação de uma peça do Sófocles.
Antígona tem um dilema, sim, mas o dilema não é enterrar ou não enterrar. Logo no começo do livro ela fala que vai enterrar o irmão dela e foda-se o rei. Sua irmã fica falando pra obedecer o rei e tals, mas ela já ta bem decidida em enterrar o irmão. O dilema é quando o rei descobre que Antígona o desobedeceu e não sabe se mata ou não ela, já que é sua sobrinha. A história gira em torno disso. Poderia ter sido um cachorro que tivesse desobedecido o rei, não interessa o sexo da personagem, não tem dilema sobre o papel da mulher na sociedade.
Eu realmente não sei porque as pessoas que deveriam saber isso não sabem. Professora de português, filósofo que escreve livros... Ah! Como eu gostava daquele livro. É péssimo sofrer uma decepção assim. Agora ele não tem mais credibilidade pra mim, mas eu vou terminar de lê-lo, depois eu digo qual foi minha conclusão final sobre o livro...
Este blog contém muita merda, palavras chulas, as imagens são de péssima qualidade e não deve ser lido por ninguém.
domingo, 9 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Normalidade
Ontem a noite enquanto eu tomava banho eu comecei a conversar comigo mesma. Sim, eu faço isso com certa frequência. É que quarta eu fui no shopping com algumas amigas minhas e a gente entrou em uma loja de roupas e tinha uma roupa na cor denominada salmão. Na minha opnião salmão é um pouco mais escuro. Bom, aí eu disse pra uma das minhas amigas " toda vez que eu vejo essa cor eu sinto gosto e cheiro de pêssego" e ela disse "então você é igual a uma daquelas mulheres que mostraram no Fantástico?". Eu nao assisto mais Fantástico, mas isso me deixou intrigada. Eu nunca pensei muito nesse assunto. Quando eu era criança eu tinha um desejo enorme de comer pêssego quando eu via essa cor, mas isso sempre foi normal pra mim.
Agora que eu to escrevendo isso e fico pensando nessa cor eu fiquei com um poco de água na boca, alguém tem um pêssego ai? Isso é muito normal pra mim e eu pensei que todo mundo tivesse algo assim, mas pelo jeito não é tão comum. Ontem, enquanto eu tomava banho eu estava pensando e conversando comigo (o que me ajuda a pensar melhor) e eu cheguei à mesma conclusão que eu sempre chego, à mesma conclusão que todos nós já chegamos: ninguém é normal.
Vocês podem me chamar de estranha porque eu não gosto de salada de tomate, adoro guacamole e ao mesmo tempo que devoro O Diário da Princesa não consigo parar de ler O Que é a Teoria da Relatividade, mas o fato é que todo mundo é estranho. Todos nós temos as nossas excentricidades, alguns mais que outros, e absolutamente ninguém é igual. Eu digo essas coisas óbvias porque eu odeio a hipocrisia de alguém falar "nossa, aquele cara é tão estranho". Não há problema nenhum em não gostar do que uma pessoa gosta, até achar engraçado o jeito que alguém se veste, mas todos são estranhos.
Uma outra coisa que eu odeio é quando eu vou no shopping e vejo três meninas com roupas parecidíssimas. Cara, qual é a graça de ficar parecido com alguém? Parece que elas não tem individualidade, que só seguem o que a sociedade dita. E convenhamos, nossa sociedade é a mais lunática e excêntrica de todas as coisas dessa existência.
O fato triste é que aquelas meninas acham um máximo usarem as roupas da moda. Nada contra a moda, mas ela serve pra você adaptá-la à sua personalidade, não segui-la à risca e ficar igual a outras tantas pessoas no mundo. O fato triste é que essas garotas não veem o que está bem na frente de seus olhos. Elas já foram cegadas pela sociedade e não sei se é possível tirá-las da alienação.
Mas até essas garotas não são normais. Elas escondem suas preferências, usam máscaras para que seus rostos não sejam vistos.
A conclusão geral de tudo é que não existe normalidade nesse mundo. Essa palavra não tem nenhum significado físico, só podemos imaginá-la e cada um, com certeza, a imagina de uma forma diferente.
A única utopia é a normalidade.
Agora que eu to escrevendo isso e fico pensando nessa cor eu fiquei com um poco de água na boca, alguém tem um pêssego ai? Isso é muito normal pra mim e eu pensei que todo mundo tivesse algo assim, mas pelo jeito não é tão comum. Ontem, enquanto eu tomava banho eu estava pensando e conversando comigo (o que me ajuda a pensar melhor) e eu cheguei à mesma conclusão que eu sempre chego, à mesma conclusão que todos nós já chegamos: ninguém é normal.
Vocês podem me chamar de estranha porque eu não gosto de salada de tomate, adoro guacamole e ao mesmo tempo que devoro O Diário da Princesa não consigo parar de ler O Que é a Teoria da Relatividade, mas o fato é que todo mundo é estranho. Todos nós temos as nossas excentricidades, alguns mais que outros, e absolutamente ninguém é igual. Eu digo essas coisas óbvias porque eu odeio a hipocrisia de alguém falar "nossa, aquele cara é tão estranho". Não há problema nenhum em não gostar do que uma pessoa gosta, até achar engraçado o jeito que alguém se veste, mas todos são estranhos.
Uma outra coisa que eu odeio é quando eu vou no shopping e vejo três meninas com roupas parecidíssimas. Cara, qual é a graça de ficar parecido com alguém? Parece que elas não tem individualidade, que só seguem o que a sociedade dita. E convenhamos, nossa sociedade é a mais lunática e excêntrica de todas as coisas dessa existência.
O fato triste é que aquelas meninas acham um máximo usarem as roupas da moda. Nada contra a moda, mas ela serve pra você adaptá-la à sua personalidade, não segui-la à risca e ficar igual a outras tantas pessoas no mundo. O fato triste é que essas garotas não veem o que está bem na frente de seus olhos. Elas já foram cegadas pela sociedade e não sei se é possível tirá-las da alienação.
Mas até essas garotas não são normais. Elas escondem suas preferências, usam máscaras para que seus rostos não sejam vistos.
A conclusão geral de tudo é que não existe normalidade nesse mundo. Essa palavra não tem nenhum significado físico, só podemos imaginá-la e cada um, com certeza, a imagina de uma forma diferente.
A única utopia é a normalidade.
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