sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Normalidade

Ontem a noite enquanto eu tomava banho eu comecei a conversar comigo mesma. Sim, eu faço isso com certa frequência. É que quarta eu fui no shopping com algumas amigas minhas e a gente entrou em uma loja de roupas e tinha uma roupa na cor denominada salmão. Na minha opnião salmão é um pouco mais escuro. Bom, aí eu disse pra uma das minhas amigas " toda vez que eu vejo essa cor eu sinto gosto e cheiro de pêssego" e ela disse "então você é igual a uma daquelas mulheres que mostraram no Fantástico?". Eu nao assisto mais Fantástico, mas isso me deixou intrigada. Eu nunca pensei muito nesse assunto. Quando eu era criança eu tinha um desejo enorme de comer pêssego quando eu via essa cor, mas isso sempre foi normal pra mim.

Agora que eu to escrevendo isso e fico pensando nessa cor eu fiquei com um poco de água na boca, alguém tem um pêssego ai? Isso é muito normal pra mim e eu pensei que todo mundo tivesse algo assim, mas pelo jeito não é tão comum. Ontem, enquanto eu tomava banho eu estava pensando e conversando comigo (o que me ajuda a pensar melhor) e eu cheguei à mesma conclusão que eu sempre chego, à mesma conclusão que todos nós já chegamos: ninguém é normal.

Vocês podem me chamar de estranha porque eu não gosto de salada de tomate, adoro guacamole e ao mesmo tempo que devoro O Diário da Princesa não consigo parar de ler O Que é a Teoria da Relatividade, mas o fato é que todo mundo é estranho. Todos nós temos as nossas excentricidades, alguns mais que outros, e absolutamente ninguém é igual. Eu digo essas coisas óbvias porque eu odeio a hipocrisia de alguém falar "nossa, aquele cara é tão estranho". Não há problema nenhum em não gostar do que uma pessoa gosta, até achar engraçado o jeito que alguém se veste, mas todos são estranhos.

Uma outra coisa que eu odeio é quando eu vou no shopping e vejo três meninas com roupas parecidíssimas. Cara, qual é a graça de ficar parecido com alguém? Parece que elas não tem individualidade, que só seguem o que a sociedade dita. E convenhamos, nossa sociedade é a mais lunática e excêntrica de todas as coisas dessa existência.

O fato triste é que aquelas meninas acham um máximo usarem as roupas da moda. Nada contra a moda, mas ela serve pra você adaptá-la à sua personalidade, não segui-la à risca e ficar igual a outras tantas pessoas no mundo. O fato triste é que essas garotas não veem o que está bem na frente de seus olhos. Elas já foram cegadas pela sociedade e não sei se é possível tirá-las da alienação.

Mas até essas garotas não são normais. Elas escondem suas preferências, usam máscaras para que seus rostos não sejam vistos.

A conclusão geral de tudo é que não existe normalidade nesse mundo. Essa palavra não tem nenhum significado físico, só podemos imaginá-la e cada um, com certeza, a imagina de uma forma diferente.

A única utopia é a normalidade.

3 comentários:

Ela disse...

Amei! Ni é a Babiih! To com um blog tbm... quero ver se isso vinga! hahahha
normalidade nao existe.
ponto final
amo voce
beijo

laissa_barros disse...

por isso que eu te amooo ninuscaaaa

Algm q te conhece (pelo menos de vista) disse...

Sinestesia é o nome.. Mistura de sentidos... pessoas que sentem cheiro ao lembrar de algo ou vêem cores ao ouvir um som ou qualquer mistura do gênero. Na minha opinião a quintessencia da sensibilidade...