sábado, 26 de setembro de 2009

Terra do Nunca

Quando foi que isso aconteceu? Até a gora eu não sei da onde foi que esse sentimento surgiu... Ano passado eu estava tão animada em fazer 18 anos, ia ser o acontecimento do ano. Um ano se passa e eu não quero fazer aniversário mais.

19 anos não é muita coisa, FATO. Onde está a linha que divide quando você termina de crescer e começa a envelhecer? Acho que, na verdade, eu nunca vou parar de crescer, mas então por que parece que eu estou envelhecendo?

Muita gente já me disse que não me entende, mas sinceramente eu também não me entendo. Eu sempre fui super entusiasmada em fazer aniversário e agora, do nada, eu estou super angustiada e a última coisa que eu quero que aconteça é que chegue o dia 5 de outubro!

Procurando a Terra do Nunca...

Como diria meu béquer preferido: I don't want to grow up, small is beautiful!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Flamboyants

Saudade dos flamboyants, mas não de quaisquer flanboyants. Esse da foto, por exemplo, tem várias histórias. O lugar onde ele fica, então...

Segredos, risos, choros, brigas, beijos e abraços. Foi chama, como o nome dessa árvore, o que passei nesse lugar. Paixão intensa mas que infelizmente durou muito pouco tempo, agora só resta a cicatriz dessa queimadura.

Por que tanto drama e nostalgia? Entrei hoje na comunidade da ETECAP e deu aquele aperto. Foi, com certeza, a melhor época da minha vida até agora. Não que minha vida seja tão longa assim, por que não é, mas eu duvido muito que venha por aí uma coisa muito melhor do que o que passei nessa escola.

Escola; não sei se esse é o nome certo pra esse lugar. É mais uma comunidade, uma tela em branco onde os alunos podem se expressar. É o único lugar que eu tenho certeza que deixei minha marca. É a única instituição em que sei que interagi em vez de ser só manipulada.

A saudade em si não é do espaço físico, mas das pessoas, do clima, da responsabilidade de ser um etecapiano. Acreditem ou não, eu entendo o que o Orestes queria dizer em seus intermináveis sermões; é impossível dizer que não se agrega algum tipo de responsabilidade ao passar naquele vestibulinho.

Sinceramente essa escola é muito mágica; é fácil e difícil, é fria e quente, é tradicional e vanguardista (já que as tradições etecapianas não são nada ortodoxas, o Futgay é o melhor exemplo), e eu simplesmente não consigo entender como o técnico conseguiu fuder com a minha vida e a faculdade não.

Nela aprendi coisas que vão muito além dos livros. Vi a generosidade na rudeza, a sabedoria na loucura, a inimizade virar amizade, e encontrei algumas almas gêmeas.

Saudade sim. Saudade muita. Saudade porque amo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Paradoxo

Meus pais resolveram abrir a parte de cima do meu armário, onde eu guardo coisas velhas, não sei por quê e descobriram que tinha um pouco de mofo então colocaram tudo pra fora e mandaram eu jogar as coisas fora. Então está lá, no meio do meu quarto milhões de coisas antigas, agendas velhas, material escolar, brinquedos.

Hoje eu só tinha uma aula de cálculo então não fui, aí resolvi dar uma olhada nessas coisas. Os brinquedos eu vou doar, provavelmente, mas eu queria continuar com as agendas e alguns cadernos. Não que eu vá usá-los novamente, mas eu sou muito nostálgica e adoro olhar essas coisas porque tem recados de amigas minhas, de pessoas que faz bastante que não vejo. É meio triste né, amigas que não tenho mais. Mas as coisas mudam, é inevitável. Sou feliz pelas amizades que consegui manter e sei que muitas outras vão surgir.

Com o mofo veio essa certeza que coisas estão sempre em transformação. A pessoa com quem eu ri hoje pode me decepcionar amanhã. A pessoa que eu odeio hoje eu posso amar amanhã. Você pode escolher ser reacionário ou vanguardista, não importa, você não consegue controlar as mudanças à sua volta, nem pode forçar que elas aconteçam. A única coisa que você tem realmente poder é você mesmo.

O mofo que nasce só em coisas paradas me mostrou que as coisas nunca estão paradas, que nada é imutável; paradoxo.