Quem vive de passado é museu, mas eu sou saudosista.
Dia 9 teve o trote da primeira chamada da UNICAMP e como boa veterana eu fui. Foi muito divertido, como todo trote deve ser e ele me lembrou novamente da ETECAP.
Eu não participei inteiramente do trote da UNICAMP no ano passado. Na primeira semana de aulas, que é quando tem o pedágio e os trotes de verdade eu estava com amidalite, pra variar um pouco, mas eu participei ativamente dos trotes da ETECAP.
No primeiro dia de aula eu cheguei na ETECAP e vi aquela confusão. Centenas de bixos desamparados não sabendo onde ir. Tinham cartazes de "parabéns aos aprovados", entre outras coisas. Eu estava perdida. Para onde eu deveria ir? Como um instindo animal eu fiquei perto da multidão. Passado algum tempo (uns 15 minutos) 4 pessoas sobem em bancos nos 4 cantos do pátio (P1 pra quem entende) com cartazes na mão, cada cartaz tinha uma letra: A, B, C, D, e então eles começaram a gritar "Turma A, Turma B...". Eu fui em direção da menina com o cartaz com um B escrito e fiquei lá esperando com os meus desconhecidos colegas de classe.
Depois de conversar com uma menina chamada Débora ( mais conhecida atualmente como x-bacon hauahuah zuera dézinha) e de uma aula trote (muito chata!) fomos para o auditório. Em cima do palco estava um homem de estatura média, calça jeans colada, camisa semi-aberta (aberta o suficiente para ver o seu peito peludo e sua correntinha de ouro) e óculos segurando um microfone. Ele pede silêncio e se apresenta; ele é o diretor da escola, ex-aluno da ETECAP, portanto também é nosso veterano, o nome dele não vem ao caso, é mais conhecido como PC. Ele explica algumas coisas sobre a escola, fala alguma coisa sobre o trote e termina com "lembrando que elefantinho e relógio cuco não é trote violento". Ele sai do palco e alguns veteranos assumem sua posição para realizar essa curiosa brincadeira do relógio cuco.
Saímos de lá de elefantinho. Para onde estavam nos levando? Passamos por rampas e escadas e um corredor de veteranos gritando com a gente. Aquela escola não acabava mais! Finalmente chegamos nas quadras e podemos respirar um pouco. Lá dentro é proibido pintar ou cortar o cabelo, então começam as brincadeiras.
Meu primeiro mico foi balançar um galho de árvore e gritar "TARZAAAAAN". Meu segundo mico foi me declarar para um veterano sem poder dizer "eu te amo". Me ajoelhei no chão segurei a mão dele e comecei a dizer várias coisas, ele dizia "não acredito em você", e foi nesses momentos que eu percebi que ele era gay. Meu terceiro mico foi fazer fusão, igual no dragon ball, com uma menina desconhecida, enquanto os veteranos zuavam a gente e falavam que estava errado e coisas do tipo. Meu quarto mico foi aproximar a cabeça do bueiro e gritar "TARTARUGAS NINJAAAAS" (meu, o povo da ETECAP NÃO é normal!). Pelo menos eu não tive que matar formiga a grito, nem medir a quadra com palito de dente, nem fazer foto de RG dar risada. Eu paguei mais alguns micos e dei muitas risadas e, apesar de tudo, foi muito divertido.
Lá fora teve a tinta e os cortes de cabelos e depois o pedágio. Algumas semanas depois teve o futgay que, na minha opinião, é o melhor evento da ETECAP. Em maio teve a libertação dos bixos; as doações, as fantasias, a carta de alforria e o fim dos trotes do ano.
Esse foi basicamente meu trote na ETECAP, talvez eu faça outro post sobre quando eu estava aplicando o trote.
Me lembrei agora que a Helô falou que o muralidades morreu. Eu ví os anos de glória da ETECAP e agora a sua decadência. Eu era bixete quando alguns veteranos foram presos por irem no laguinho (né Felipinho?), eu conheci a Terezinha e participei da sua despedida. Votei em chapas do grêmio, assisti debates de chapas e de candidatos a diretores. O mais importante é que eu deixei minha marca lá, e ficou uma grande marca em mim!
Este blog contém muita merda, palavras chulas, as imagens são de péssima qualidade e não deve ser lido por ninguém.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Coisinha Feia
Quando eu estava na quinta série, eu acho, eu voltava de pirua da escola para casa. Só que a pirua saia mais tarde do horário que eu saia da aula, uns 50 min. depois, porque tinha o pessoal mais velho que saía mais tarde do que eu. Nesse meio tempo, como toda boa criança feliz, eu ficava brincando, subindo em árvores, etc (essa era a época em que o Progresso era bom).
Acontece que a minha pirua pegava a gente no portão de trás (aaaaa! bons tempos qnd o Progresso tinha um portão de trás) e nesse portão não ficava muita gente, a maioria das minhas amigas não ficavam lá, ou iam embora mais cedo, não tinham que ficar esperando. Foi nesse cenário que eu conheci a Coisinha Feia.
Eu não tenho mais certeza de qual era o nome da Coisinha Feia, eu acho que era Beatriz. Ela era uma série acima de mim e como eu ficava esperando um tempão no portão do fundo para ir embora. Não lembro como, mas nós ficamos amigas. Um dia um funcionário do colégio perguntou se nós éramos irmãs, então ela (ou eu, não lembro) disse: "Eu? Irmã dessa Coisinha Feia?". A partir daí nós começamos a nos chamar de Coisinha Feia.
Parênteses: por que as pessoas sempre acham que eu sou irmã das minhas amigas? Aconteceu com a Coisinha Feia, que era do Progresso, aconteceu com a Dani, da ETECAP e até com a Elisa, da UNICAMP! Não tem explicaçããããão! (hauhauah essa foi pra Elisa! ;) Borbulhas!)
Bom, nós ficamos amigas e fiquei amiga de dois amigos dela também. Toda essa história estava escondida na minha memória e veio à tona outro dia quando eu estava no carro com minha mãe e meu irmão e nós passamos na frente de um prédio e eu me lembrei que eu conhecia um menino que morava lá, aí eu lembrei que ele era do progresso, era de uma série acima, era meu amigo e tinha e convidado para o aniversário dele no respectivo prédio. Mas como eu fiquei amiga dele? Aí que eu lembrei da Coisinha Feia, ele era amigo dela, por isso que nós ficamos amigos.
Eu fiquei feliz em lembrar disso tudo. Claro que falta muita coisa ainda, tipo o que aconteceu com ela. Eu acho (e é um acho bem grande) que ela mudou de cidade. Nunca mais falei com ela, nem sei se eu tinha e-mail nessa época...
Bom, eu só fiquei nostálgica e interessada como a nossa memória funciona e feliz de lembra disso, e como faz 500 anos que eu não posto nada resolvi escrever isso. Claro que eu poderia fazer um post sobre o churrasco em que eu conheci o Márcio, mas farei isso só depois que ele se ajoelhar pra mim! HAUHAUHA
Acontece que a minha pirua pegava a gente no portão de trás (aaaaa! bons tempos qnd o Progresso tinha um portão de trás) e nesse portão não ficava muita gente, a maioria das minhas amigas não ficavam lá, ou iam embora mais cedo, não tinham que ficar esperando. Foi nesse cenário que eu conheci a Coisinha Feia.
Eu não tenho mais certeza de qual era o nome da Coisinha Feia, eu acho que era Beatriz. Ela era uma série acima de mim e como eu ficava esperando um tempão no portão do fundo para ir embora. Não lembro como, mas nós ficamos amigas. Um dia um funcionário do colégio perguntou se nós éramos irmãs, então ela (ou eu, não lembro) disse: "Eu? Irmã dessa Coisinha Feia?". A partir daí nós começamos a nos chamar de Coisinha Feia.
Parênteses: por que as pessoas sempre acham que eu sou irmã das minhas amigas? Aconteceu com a Coisinha Feia, que era do Progresso, aconteceu com a Dani, da ETECAP e até com a Elisa, da UNICAMP! Não tem explicaçããããão! (hauhauah essa foi pra Elisa! ;) Borbulhas!)
Bom, nós ficamos amigas e fiquei amiga de dois amigos dela também. Toda essa história estava escondida na minha memória e veio à tona outro dia quando eu estava no carro com minha mãe e meu irmão e nós passamos na frente de um prédio e eu me lembrei que eu conhecia um menino que morava lá, aí eu lembrei que ele era do progresso, era de uma série acima, era meu amigo e tinha e convidado para o aniversário dele no respectivo prédio. Mas como eu fiquei amiga dele? Aí que eu lembrei da Coisinha Feia, ele era amigo dela, por isso que nós ficamos amigos.
Eu fiquei feliz em lembrar disso tudo. Claro que falta muita coisa ainda, tipo o que aconteceu com ela. Eu acho (e é um acho bem grande) que ela mudou de cidade. Nunca mais falei com ela, nem sei se eu tinha e-mail nessa época...
Bom, eu só fiquei nostálgica e interessada como a nossa memória funciona e feliz de lembra disso, e como faz 500 anos que eu não posto nada resolvi escrever isso. Claro que eu poderia fazer um post sobre o churrasco em que eu conheci o Márcio, mas farei isso só depois que ele se ajoelhar pra mim! HAUHAUHA
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