domingo, 23 de janeiro de 2011

Infância, lembrança...

Hoje eu fiz um passeio turístico por Campinas... quer dizer, na verdade foi mais um passeio de reconhecimento (no sentido de conhecer novamente). Fui na Torre do Castelo e no Bosque dos Jequitibás, lugares que eu já conheço, mas que fazia tempo que não ia, e, aí, como eu e o Nicolas já estavamos no castelo mesmo, resolvemos ir no meu antigo bairro, onde passei minha infância, Jardim São Bento.

É incrível como estava tudo tão menor... eu tenho certeza absoluta que as coisas diminuíram... não é possível! Mas é... e é tão estranho. E também é tão estranho como nossas memórias nos enganam. Para mim, agora, é como se aqueles lugares do Jardim São Bento e redondezas fossem o paraíso... é meio aquele esquema que tornamos nossos lugares de infãncia em paraíso.

Minha infãncia não foi perfeita, não fui plenamente feliz quando vivia lá, porém o sentimento associado é que aquele era o melhor lugar do mundo e nunca estive tão feliz como quando estive lá... Mas isso não é verdade. O mesmo aconcentece quando mudamos de escola. Por que temos essa necessidade incontrolável de achar que tudo era melhor antes, de "perceber o real valor quando acabou"? Não acredito mais nessa frase. Nossa memória nos engana, faz coisas que nem imaginamos e esconde a verdade... Sem o meu conhecimento atual e de psicanálise eu não diria isso (não que eu seja uma super conhecedora de psicanálise, só um pouco, culpa do Nicolas que fica lendo a obra do Freud e me conta depois...) porque eu sinto, de verdade, que os melhores anos da minha vida foram passados lá, que lá eu não sofri, que tudo era lindo e colorido, borboletas e arco-íris, mas eu sei que não era. Se me esforçar consigo lembrar de coisas não tão boas... Por que minha mente quer me enganar? Por que esconder coisas de mim mesma? Por que não tenho controle sobre minha mente??? Maldito Freud... tudo culpa sua! =P

Mas realmente, tava tudo tão menor!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Por dentro, por fora...

É de bom gosto dizer que o importante é a beleza de dentro, não a de fora, que deve-se se importar com como as pessoas são de fato, não sua aparêcia, mas acredito que essa é uma forma muito simplificada de falar.

Para mim o importante é a pessoa, em todos os sentidos, com todos os meus sentidos. Para mim, o que essa frase diz é não seja preconceutuoso, pois o exterior nem sempre reflete o interior. Mas tudo isso se refere a apenas um sentido, a visão.

Quando sinto falta de alguém muito importante para mim, como minha avó, que morreu em julho de 2010, não é exatamente do interior dela que sinto falta... Sinto falta de seu cheiro, de sua voz, de seu sorriso, do jeito que me abaraçava e de todas essas coisas "externas". Mas para mim, não são coisas externas, para mim, de fato exterior reflete o interior. Também, é claro, sinto falta do jeito que falava comigo, de nossas conversas, de sentir seu amor por mim, o que são coisas puramente internas... ou não?

Quando se vê um rapaz ou moça bonita pode-se tirar algumas conclusões a respeito de seu interior. Se a moça usa maquiagem demais pode ser que seja insegura sobre sua aparência, se sorri de menos, pode ser que seja infeliz. Mas se pode-se observar que ela age com naturalidade e não tem vergonha de dizer nem fazer coisas peculiares, se observa-se que ela é autêntica, eu diria que ela é feliz com o que é, que não se importa muito com as opniões alheias, o que não significa que seja feliz de fato... niguém é.

Não acredito que dentro e fora são coisas tão diferentes, acredito que fora reflete dentro e a idéia que você faz do seu fora, interfere no seu dentro.

Estava prestes a dizer que acho que o ser humano é algo homogêneo, uniforme, mas achei esse pensamente ingênuo. O ser humano não é uniforme, nem homogêneo, é cheio de nuances e segredos, porém acredito que ele seja tudo a mesma coisa. Todo o seu fora, todo o seu dentro, todo o seu corpo, toda a sua mente, acredito que sejam tudo a mesma cooisa, tudo parte de um mesmo todo.

Não me interprete mal, não falo somente de aparência, pense um pouco com seus outros sentidos... A sociedade hoje em dia se baseia muito na visão...